“Vestir a camisola” é uma expressão curiosa que sempre usei, mas na qual nunca pensei muito até ter que pensar na “minha camisola”.
Com quase quinze anos a trabalhar na área de marketing e publicidade, perdi a conta a quantas “camisolas” ajudei a criar, quantas vesti e vendi, mas só quando tive que “costurar a minha camisola” me dei conta da dificuldade que é resumirmos os nossos ideais, princípios, gostos, desejos, convicções e uffff, intenções, numa peça só.
Ah, e tudo isso num logótipo que seja ao mesmo tempo moderno e intemporal, clássico mas não pesado, atual mas eterno… que, de preferência, não precise de uma única palavra para explicar as 10.000 que deram origem ao conceito.
Gente estranha esta da publicidade. Gente estranha sem a qual não conseguimos viver. Digo conseguimos, aqueles que são mordidos pelo bichinho, como eu tive a sorte de ter sido há muitos anos atrás.
Sorte porque nos abre os horizontes e nos molda o carácter, mas principalmente porque entranha na nossa vida as tais pessoas “estranhas”, às quais recorri para fazer nascer uma camisola com a minha cara. A Madame Cavalleri carrega o meu nome, mas também leva um bocadinho da Ana, da Luísa e do Mário, a quem estou eternamente grata pela ajuda que me deram ao longo deste processo. Caríssimos, o vosso trabalho viu finalmente a luz do dia e eu não podia estar mais orgulhosa, obrigada pelo vosso precioso contributo.